Neymar e a “caixinha de surpresas”

Neymar mais uma vez, agora que se aproxima a convocação para a Copa de 2026, será um fator de complicação para a Seleção Brasileira, como vem sendo em toda a sua carreira, desde 2010, quando muitos, entre eles Pelé e Romário, já queriam que ele fosse chamado e Dunga dise “não”.

A imprensa mundial está convencida de que Neymar será convocado. Na imprensa brasileira, os prognósticos estão divididos.

O inegável é que, presente ou ausente, Neymar será o centro das atenções nesta segunda-feira, quando os 26 convocados por Carlos Ancelotti para representar o Brasil nos Estados Unidos serão anunciados.

Não se pode dizer que, aos 34 anos, Neymar esteja velho para a Copa. Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, ambos mais velhos do que ele, lá estarão. As complicações de Neymar são outras: sua forma física já não é boa há algum tempo e seu estado psíquico - este, já não é de hoje, vem sendo analisado e escrutinado por jornais de todo o mundo, quase sempre com opiniões negativas.

Lembro-me do jogo Barcelona x PSG em 2017, a partida de “La Remontada”, quando Neymar produziu três milagres, quando faltavam apenas dois minutos para o fim: fez um gol de falta, outro de pênalti e deu o passe para o gol de Sergi Roberto que, já nos descontos, garantiu a vitória de que o Barcelona precisava para se classificar nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

Recordo que, ao fim da partida, Messi erguia os braços e era saudado pela torcida, enquanto Neymar, o verdadeiro herói, passava meio despercebido.

Por isso quando, algum tempo depois, Neymar transferiu-se para o mesmo PSG, pensei: “agora ele vai sair da sombra do Messi e vai se consagrar”.

Passou-se exatamente o contrário. Com a responsabilidade de ser o líder de um time, Neymar afundou.

Assim, pergunto: será Neymar mesmo necessário para liderar o Brasil agora nesta Copa do Mundo que certamente será - se for mesmo convocado - a última de sua carreira?

Um antigo comentarista esportivo nas rádios brasileiras, Benjamin Wright, sempre recorria ao chavão: “o futebol é uma caixinha de surpresas”.

É este o papel que parece reservado a Neymar amanhã, 18 de maio de 2026, na convocação da Seleção Brasileira para a Copa de 2026.

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